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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Animação - Meu Amor (Moya Lyubov) - 2006 - Rússia

Moya Lyubov é uma animação de 2006 dirigida pelo Russo Aleksandr Petrov, foi exibida no Brasil pelo Festival Anima Mundi, mas não me recordo o ano e levou o prêmio de Melhor Animação segundo o júri profissional, além de tantos outros prêmios ao redor do mundo. Quem curte animação arte vai pirar com essa, uma das mais bonitas que tive o prazer de assistir. 
O filme honra a melhor tradição da literatura russa e, se não bastasse isso, ao longo de seus 26 minutos desenvolve a narrativa utilizando-se da estética impressionista mundialmente desenvolvida pelo mestre francês Claude Monet. Sua belíssima e poética história nos coloca em contato com os dilemas de um jovem russo, ainda na casa dos 15 ou 16 anos, de família bem estabelecida, numa Rússia rural e distante no tempo, que se vê dividido entre os sentimentos que nutre pela filha dos serviçais que trabalham em sua casa e uma bela e aparentemente bem estabelecida jovem de sua vila, mais velha que ele. Produção espetacular. Uma verdadeira obra-prima!

- Aleksandr Petrov levou em 2000 o Oscar pelo seu curta baseado na obra clássica “O Velho e o Mar” de Ernest Hemingway.

- A técnica utilizada por Petrov é única e inacreditavelmente insana. Consiste em pintar quadros de vidro a óleo e depois fotografá-los. E como se não bastasse, ao invés de pincel o artista utiliza os próprios dedos mergulhados em tinta.

- Para cada fotograma da animação, Petrov desenha um quadro. Para produzir “O Velho e o Mar”, por exemplo, foram necessários mais de 29 mil quadros. E dessa forma, totalmente artesanal, “Moya Lyubov” levou mais de três anos para ficar pronto.

A animação tem aproximadamente 28 minutos e pode ser vista abaixo. Imperdível.

Ozzy Osbourne - Live at Budokan - 2002

Show gravado no Budokan Hall em Tóquio, Japão, em 2002.
Quem olha o cantor fora dos palcos pensa que Ozzy está um baita vovô, lento quando fala, um verdadeiro lesado, mas quando sobe no palco o bicho pega e o cara se transforma. Chega a ser impressionante a disposição do maluco. Em 2011 o Madman fez algumas apresentações no Brasil, e pulou mais ou igual ao show realizado em Budokan há 10 anos atrás. IMPRESSIONANTE.
Ozzy leva nesse show diversos sucessos do seu primeiro disco solo, ''Blizzard of Ozz''(80) como “I Don’t Know”, “Mr. Crowley”, “Suicide Solution” e “Crazy Train”. Disco que considero o melhor do Heavy de todos os tempos, com o lendário guitarrista Randy Rhoads e sua inseparável Jackson Flying V. Canta também músicas dos outros discos e a clássica do Black Sabbath, “Paranoid”, que fecha o show. Desde que Randy morreu Ozzy teve vários guitarristas e hoje quem o acompanha é Zakk Wylde frontman do Black Label Society. O show conta também com o baixista do Metallica Robert Trujillo.

SET LIST

1-“I Don’t Know”
2-“That I Never Had”
3-“Believer”
4-“Junkie”
5-“Mr. Crowley”
6-“Gets Me Through”
7-“Suicide Solution”
8-“No More Tears”
9-“I Don’t Want to Change the World”
10-“Road to Nowhere”
11-“Crazy Train”
12-“Mama, I’m Coming Home”
13-“Bark at the Moon”
14-“Paranoid”

Formação 
Ozzy Osbourne – vocal
Zakk Wylde – guitarra
Mike Bordin – bateria
Robert Trujillo – baixo

Dica de filme - O fabuloso destino de Amelie Poulain - 2001

Sou extremamente suspeito para falar algo sobre esse filme pois gosto de tudo, do roteiro, da atuação dos artistas, do andamento do filme e da trilha sonora. O Filme é dirigido por Jean-Pierre Jeunet.

Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor. Amélie teve uma infância isolada das demais crianças, seus pais eram um tanto excêntricos, o que favoreceu uma imaginação fértil e muita criatividade. Ela vê o mundo de uma maneira simplista onde com pequenas atitudes se pode mudar a vida ao seu rendor. Na busca por um sentido a sua existência ela começa a ajudar as pessoas sem se mostrar assim como o "Zorro", Amélie descobre que ao mesmo tempo que ela ajuda os outros ela acaba se ajudando também, embarcando em uma divertida aventura em busca do seu grande amor. A história é divertida,romântica e apresenta cenários lindos.Vale a pena assistir.

A paixão pelos livros

Tenho uma loucura tamanha pelos livros que um dia uma amiga me presenteou com esse e falou - é a sua cara você vai amar isso. Dito e feito, além de ter adorado o presente me identifiquei com quase todos os depoimentos e crônicas dos escritores sobre a paixão que sentem pelos livros. 
Uma época era tão compulsivo por eles que gastava uma boa grana com esses companheiros de papel, a ponto de comentar o tema em uma sessão de terapia há uns 9 anos atrás, kkkkk. 
Hoje melhorei bastante, não porque parei de ler, mas devido a internet encontrei um sebo virtual que compro a mesma quantidade de livros por mês mas gastando metade do que gastava, e sem o risco de estar próximo deles no ato da compra, evitando assim a compra por impulso, quando você está in loco é punk. 
Porém, logo que efetuo a compra, fico numa ansiedade absurda por sua chegada, conto os dias e rastreio a postagem dos correios diariamente para saber se já estão próximos. Hoje mesmo fiz isso, kkk. Pareço uma criança a espera do brinquedo novo.

Esse livro é uma coletânea de contos, crônicas e depoimentos de diversos escritores como D'Alembert, Camilo Castelo Branco, Varlam Chalámov, Plínio Doyle, Carlos Drummond de Andrade, Gustave Flaubert, Benjamin Franklin, Rodrigo Lacerda, José Mindlin, Francesco Petrarca, John Milton, Michel de Montaigne, William Saroyan e Caetano Veloso, e que revelam a intimidade que desenvolveram com os livros e a importância dos mesmos na trajetória de suas vidas.
Um conto que curti foi o ''Bibliomania'' de Gustave Flaubert, pag 25, inspirado em uma reportagem supostamente verídica sobre um livreiro homicida, Giácomo, em Barcelona.


''Uma casa sem livros é o mesmo que um quarto sem janelas'' - Heinrich Mann

''Escondidas no silêncio da biblioteca, mascaradas pela escura monotonia das capas, todas as palavras estavam lá, esperando que eu as decifrasse. Eu sonhava me enfurnar naqueles corredores poeirentos, e nunca mais voltar'' Simone de Beauvoir

''Quando penso em todos os livros que ainda posso ler, tenho a certeza de ainda ser feliz'' - Jules Renard

'' Sempre imaginei o paraíso como uma grande biblioteca'' - Jorge Luis Borges

'' Um livro deve ser o machado que partirá os mares congelados dentro de nossa alma'' - Franz Kafka

Cd do dia - Sonic Youth - Daydream Nation - 1988

O Sonic Youth é um grupo de Nova Iorque formado em 1981 por Lee Ranaldo e Thurston Moore. O Daydream Nation é o sexto álbum da banda, se contarmos com o EP, ''Sonic Youth'', lançado em 82 com 5 músicas. A banda começou a amadurecer realmente a partir do seu quinto disco o excelente ''Sister'', de 1987, que traz dois singles de sucesso do Sonic Youth “Schizophrenia” e “(I Got A) Catholic Block”. No ano seguinte lança o sensacional "Daydream Nation'' gravado no Green Studio em Nova Iorque e com forte influência do Velvet Underground em seu som. As músicas possuem uma harmonia perfeita com as guitarras totalmente sintonizadas, o som é gostoso de ouvir, não cansa. Disco muito bacana.

Faixas

01 - Sonic Youth Teen age riot 
02 - Silver rocket 
03 - The sprawl 
04 - 'cross the breeze 
05 - Eric's trip 
06 - Total trash 
07 - Hey Joni 
08 - Providence 
09 - Candle 
10 - Rain King 
11 - Kissability 
12 - Trilogy 

Formação 
Thurston Moore - Guitarra e vocal 
Lee Ranaldo - Guitarra e vocal 
Kim Gordon - Baixo e vocal 
Steve Shelley - Bateria 

DOC - Isso não é um filme (This Is Not a Film) - 2011

Jafar Panahi excelente cineasta iraniano fez esse documentário como uma forma de protesto pela  proibição e interrupção das filmagens de seu último filme, pelo Ministério da Cultura e Orientação Islâmica.
De forma arbitrária representantes desse Ministério invadiram a casa em que Panahi filmava o longa ''Mar'', e prenderam todos.
Inquieto e à espera de sua sentença, em prisão domiciliar, Jafar liga para sua advogada e pergunta se já tinha saido o veredito, a mesma menciona que a principio seria algo como 20 anos sem poder filmar nem escrever roteiros e 6 anos de prisão, mas que tentaria uma redução nas penas.
Inconformado com tal atitude Panahi tem uma idéia e liga para seu amigo e cinegrafista Mojtaba Mirtahmasb e pede que compareça à sua casa. Era dia de Ano Novo (quarta-feira dos fogos) e sua mulher e filha tinham saido. Inicia a partir dai o doc ''Isso não é um filme''.
Panahi conta sua idéia a Mojtaba - ''Irei ler o roteiro do filme proibido e imitarei todo o cenário real aqui na sala de casa enquanto você filma'', pois isso não me foi proibido. Jafar pega uma fita adesiva e inicia as marcações no tapete de sua sala mencionando cada pavimento da casa, apresenta o cenário real e as personagens, duas meninas, por foto de seu celular, para que o espectador entenda melhor o contexto, e inicia a leitura do roteiro. Enquanto isso Mojtaba não desgruda da câmera, filma tudo.
O caso de Jafar Panahi foi tão absurdo que 12 cineastas mundialmente conhecidos lutaram em defesa da absolvição do cineasta iraniano, já que os próprios amigos de profissão iranianos não poderiam fazer nada, pois também eram perseguidos pela censura do Ministério da Cultura e Orientação Islâmica. No final do filme Panahi dedica o documentário a todos os cineastas iranianos. 

O caso de Panahi tomou proporções mundiais e seu amigos de Cannes fizeram um abaixo-assinado a favor de sua liberdade NO FESTIVAL DESSE ANO.

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